Momento nostalgia: da pré-adolescência ao blog

Não é novidade para ninguém que eu sou uma pessoa muito inerte (apesar de me irritar com pessoas assim - risos), por isso a ideia de começar a escrever virtualmente foi adiada inúmeras vezes, ao ponto de eu chegar a desistir. No entanto, por um acaso da vida, acabei por relembrar esses dias o meu blog de duzentos anos atrás (2009), no qual nunca cheguei a escrever de fato; ri muito de como eu era aos meus 12 anos e pensei "por que não tentar de novo, agora com mais paixão e maturidade?"
Comecei a encontrar problemas quando vi que eu não lembrava mais nada de HTML, mas chutei essa pedra no meu caminho para lá, peguei um template grátis qualquer que tivesse um livro no meio, modifiquei o que pude e ainda estou em fase de voltar a entender dos web design da vida. E cá estou eu: cheia de provas, mas saudável e com um blog!

Então vamos para o tema do post de estréia: Apesar de eu ter falado que surgiu a idéia do blog por um acaso da vida, creio eu que isso se deu pela fase nostálgica em que minha vida se encontra no momento. Antes de relembrar a vergonha que eu passava na internet na minha pré-adolescência, tive uns insights musicais no youtube ao dar de cara com o clip Smile, da Avril Lavigne (isso, totalmente por acaso). Logo após, foi inevitável relembrar os demais clipes da cantora, juntamente com outros de Paramore, The Pretty Reckless, Sum 41 e até Miley Cyrus e Katy Perry... Minha playlist desde então.

Não bastando isso, minha mente voltou ao passado também em relação a séries, quando, por curiosidade, decidi baixar Gossip Girl. O engraçado é que, há anos atrás, assisti apenas à primeira temporada e achei bobinha. Mas hoje, quase ao término da minha segunda década vivida, eu adorei. Aproveitei o tempo de greve da minha universidade e fui até o fim na série, fascinada com aquele mundo milionário de festas, moda e viagens. Embora pareça fútil, hoje eu pude olhar tudo isso de uma maneira mais racional e crítica e tirar algumas lições boas para minha vida, por exemplo: o romance de Blair e Chuck é exatamente o oposto do que deveríamos ter na vida, pois é cheio de joguinhos, impulsos e uma grande indisposição de ambos para fazer dar certo (mesmo assim, são bem lindinhos e o melhor casal da série ainda); e as decisões pueris que os adultos da série tomam também assustam até crianças, a maior referência para isso é a Lily, que se casa a cada paixão momentânea que enfrenta e se dá o direito de seguir em frente sempre que esta se vai, o que é totalmente repugnante diante da visão de sacrifício e amor sereno que tenho. Mas a lição é essa: casais como Blair e Chuck, Lily e seus 5 maridos existem aos montes, a diferença é que, ao contrário do que o mundo cor-de-rosa do Upper East Side mostra, eles tendem a não funcionar e trazer cada vez mais infelicidade e frustração, mesmo com a suposta busca pela felicidade que tanto alegam.

Enfim, muitos gostos antigos meus reafloraram e, por mais que meu alarme encefálico apite para que eu gaste meu tempo com Mozart, Virgílio e Bento XVI, eu estou bem feliz me rendendo às vontades nostálgicas. É certo que o tempo perdido não estudando é tempo ganho emburrecendo, e olha que o tempo é algo que ainda não sei administrar bem, então cada segundo dele preciso dedicar aos livros senão fico burra como a Dilma, porém, olho com tanto carinho para as experiências que vivi, pessoas que conheci e coisas de que gostei, que é só emoção poder relembrar tudo isso. Quem sabe a gratidão à vida seja tão importante quanto a intelectualidade, não?

PS: não, aposto que não, mas valeu a tentativa falha de sentimentalismo filosófico de quinta.

*Encontrei a imagem pela internet, achei apropriada para o assunto. ♡
Tecnologia do Blogger.